quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Ação judicial movida por aluno contra professor...


Uma ação judicial por indenização foi movida por um determinado aluno contra seu professor, pelo fato deste ter-lhe tomado o aparelho celular que estava sendo utilizado DURANTE a ministração da aula para ouvir música com os fones de ouvido. O estudante havia sido representado por sua mãe, que pleiteou REPARAÇÃO POR DANOS MORAIS diante do "sentimento de impotência, revolta e enorme desgaste físico e emocional".

Após a devida análise, em seu parecer o juiz ELIEZER SIQUEIRA DE SOUSA JUNIOR (1ª Vara Cível e Criminal de Tobias Barreto - SE), julgou IMPROCEDENTE tal pedido de indenização!! 

Em sua negativa, o magistrado solidarizou-se com o professor ao afirmar: “O professor é o indivíduo vocacionado a tirar outro indivíduo das trevas da ignorância, da escuridão, e levá-lo para as luzes do conhecimento, dignificando-o como pessoa que pensa e existe. Ensinar é um sacerdócio e uma recompensa, porém hoje parece um carma”.


O juiz Eliezer Siqueira ainda considerou que o aluno descumpriu uma norma do Conselho Municipal de Educação, que impede a utilização de celular durante o horário de aula, além de desobedecer, reiteradamente, o comando do professor.

Prosseguiu: "Considero que não houve abalo moral, já que o estudante não utiliza o celular para trabalhar, estudar ou qualquer outra atividade que seja no mínimo edificante. Julgar procedente esta demanda, é no mínimo desferir uma bofetada na reserva moral e educacional deste país, privilegiando a alienação e a contra educação, as novelas, os realitys shows, a ostentação, o ‘bullying intelectivo', o ócio improdutivo, enfim, toda a massa intelectivamente improdutiva que vem assolando os lares do país, fazendo às vezes de educadores, ensinando falsos valores e implodindo a educação brasileira”.

E finalizou declarando: “No país que virou as costas para a Educação e que faz apologia ao hedonismo inconsequente, através de tantos expedientes alienantes, reverencio o verdadeiro HERÓI NACIONAL, que enfrenta todas as intempéries para exercer seu ‘múnus’ com altivez de caráter e senso sacerdotal: o Professor.”


terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Breve diálogo de uma peça teatral...


Diálogo mantido entre os personagens "Colbert" e "Mazarino", da peça "Le Diable Rouge" (O Diabo Vermelho), peça essa encenada em pleno reinado de Luís XIV (século 18):

Colbert:  - Para arranjar dinheiro, há um momento em que enganar o contribuinte já não é possível. Eu gostaria, Senhor Superintendente, que me explicasse como é possível continuar a gastar quando já se está endividado até o pescoço!!!

Mazarino:  - Um simples mortal, claro, quando está coberto de dívidas e não consegue honrá-las, vai parar na prisão. Mas com o Estado é diferente! Por acaso se pode mandar o Estado para a prisão? É claro que não!! Portanto, ele continua a endividar-se... por sinal TODOS os Estados o fazem!

Colbert:  - Mas como faremos isso, se já criamos todos os impostos imagináveis?

Mazarino: - Criando novos!

Colbert:  - Mas já não podemos lançar mais impostos sobre os pobres.

Mazarino: - Concordo, arrecadaríamos quase nada.

Colbert:  - E sobre os ricos?

Mazarino: - DE FORMA ALGUMA!!! Eles parariam de gastar! E um ÚNICO rico que gasta faz sobreviver CENTENAS de pobres.

Colbert:  - Mas então, como faremos? Não tenho a mínima ideia de como resolver ese impasse...

Mazarino: - Colbert! Tu pensas como um penico de doente! Há uma quantidade ENORME de pessoas entre os ricos e os pobres: as que trabalham sonhando enriquecer e temendo empobrecer. É sobre essas que devemos lançar mais impostos, cada vez mais, sempre mais! Quanto mais lhes tirarmos, mais elas trabalharão para compensar o que lhes tiramos. Formam um reservatório inesgotável. Devemos SEMPRE criar novos impostos sobre a classe média!

Qualquer coincidência com os tempos de hoje é mero acaso...

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Os vasos romanos...



Na antiguidade, os romanos fabricavam vasos com uma cera especial tão pura que os vasos produzidos tornavam-se transparentes, onde em muitos casos era perfeitamente possível identificar o conteúdo do vaso, de tão transparente que o vaso havia se tornado.

Para esses vasos especiais os romanos identificavam-nos como "sine cera" (sem cera), pois "permitiam ver através de suas paredes", e foi a partir desse vocábulo que originou-se a palavra "SINCERA".

Você possui a característica de não ocultar mentiras, permitir transparecer suas ações, palavras ou mesmo seus sentimentos, de forma que todos possam identificar claramente como você é genuinamente por dentro???

Caso possua, parabéns, estás apto a ensinar a seus filhos o valor da palavra SINCERIDADE...