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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sistema carcerário japonês...


A filosofia que dirige o sistema carcerário japonês é diferente da que rege todos os outros presídios ocidentais, que tentam reeducar o preso para que ele se reintegre a Sociedade. O objetivo, no Japão, é levar o condenado ao arrependimento. Como errou, não é mais uma pessoa honrada e precisa pagar por isso. 

“Além de dar o devido castigo em nome das vítimas, o período de permanência na prisão serve como um momento de reflexão no qual induzimos o preso ao arrependimento”, explica Yutaka Nagashima, diretor do Instituto de Pesquisa da Criminalidade do Ministério da Justiça.

Os métodos para isso são duros para olhos ocidentais, mas em nada lembram os presídios brasileiros, famosos pela superlotação, formação de quadrilhas, violência interna e até abusos sexuais.


* Organização e limpeza imperam.

* Detentos têm espaço de sobra.

* Ficam no máximo seis por cela.

* Estrangeiros têm um quarto individual.

* Ninguém fica sem trabalhar e não tem tempo livre para arquitetar fugas.

O dia do preso japonês começa às 6h50min. O preso volta à cela e fica ali até 17h25min, quando sai para o jantar. Às 20h tem que retornar ao quarto, de onde só sairá no dia seguinte.

Banhos não fazem parte da programação diária. No verão eles acontecem duas vezes por semana. No inverno apenas um a cada sete dias.

“Não pode ser diferente porque faltam funcionários. Mas damos toalhas molhadas para eles limparem o corpo”, justifica-se Yoshihito Sato, especialista em segurança do Departamento de Correção do Ministério da Justiça.


Apesar das reclamações, quem vêm do exterior, recebem um tratamento melhor que os japoneses:

- Além do quarto individual, ganham cama e um aparelho de televisão onde passam aulas de japonês.

- A comida é diferenciada. Não é servido nada que desagrade religiosamente qualquer crença de um povo. Para os arianos, por exemplo, não é oferecida carne bovina.

O Japão não aceita acordos de extradição. Afinal, como causou sofrimento à população, o criminoso tem que pagar por isso no Japão mesmo. 


Logo ao chegar à penitenciária, os presos recebem uma rígida lista do que poderão ou não fazer:

- Olhar nos olhos de um policial, por exemplo, é absolutamente proibido.

- Cigarro não é permitido em hipótese alguma.

- Na hora da refeição o detento deve ficar de olhos fechados até que receba um sinal para abri-los.

- Qualquer transgressão a uma das determinações e o detento termina numa cela isolada. Apesar de oferecer tudo o que teria num quarto normal (privada, pia e cobertor), ela tem pouca iluminação. Se houver reincidência na falha, será punido com algemas de couro, que imobilizam os braços nas costas. Sem a ajuda das mãos, o preso tem que comer como se fosse um cachorro. Também tem dificuldades para fazer as necessidades fisiológicas. 

Assim, conhecido o caso japonês, é interessante ver que nenhuma ou quase nenhuma “Ong” de direitos humanos interfere no sistema, dita políticas ou o governo permite que Senador (como fez, numa ocasião, o senador Eduardo Suplicy) durma entre os presos, sob a justificativa de impedir represálias do Estado após rebeliões. 

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Idosos nas cadeias e presidiários em casas de repouso...


Achou estranha a ideia? Então compare...

Desta maneira, os idosos teriam todos os dias acesso a uma ducha, lazer, passeios. Não teriam necessidade de fazer comida, fazer compras, lavar a louça, arrumar a casa, lavar roupa, etc.

Teriam medicamentos e assistência médica regular e gratuita. Estariam permanentemente acompanhados. Teriam refeições quentes e a toda hora.

Não teriam que pagar pelo seu alojamento. Teriam direito a vigilância permanente por vídeo e receberiam assistência imediata em caso de acidente ou emergência sem qualquer pagamento.

Suas camas seriam mudadas duas vezes por semana e a roupa lavada e passada com regularidade. Um guarda visitá-los-ia a cada 20 minutos e levar-lhes-ia a correspondência diretamente em mãos.


Teriam um local pra receberem a família ou outras visitas. Teriam acesso a uma biblioteca, sala de exercícios e terapia física / espiritual.

Ser-lhes-ia fornecido gratuitamente roupas e produtos de higiene pessoal. Teriam assistência jurídica gratuita.

Acesso a leitura, computador, televisão, rádio, celulares e chamadas telefônicas na rede fixa. Teriam psicólogos, assistentes sociais, políticos, televisões, Anistia Internacional, etc., disponíveis para escutarem as suas queixas.

Ser-lhes-iam reconhecidos todos os direitos humanos internacionalmente convencionados e subscritos.

Por outro lado, na casa dos idosos os presidiários viveriam numa pequena habitação com obras feitas há mais de 50 anos, teriam que confeccionar a sua comida e comê-la muitas vezes fria e fora de horas.


Teriam que tratar da própria roupa. Viveriam sós e sem vigilância. Esquecer-se-iam de comer e de tomar os medicamentos e não teriam ninguém que os ajudasse.

De vez em quando seriam vigarizados, assaltados ou até violados. Se morressem, poderiam ficar anos, até alguém os encontrar.

As instituições e os políticos não lhes dariam qualquer importância ou assistência. Morreriam após anos à espera de uma consulta médica ou de uma cirurgia. Não teriam ninguém a quem se queixar.

Tomariam um banho de 15 em 15 dias, sujeitando-se a não haver água quente ou a caírem na banheira velha. Passariam frio no inverno porque não teriam aquecimento.

O entretenimento diário consistiria em, no máximo, ver telenovelas.

E o salário de R$ 860,00 que é mandado para a família dos presos, iria para a família do idoso.
É melhor do que a aposentadoria que os velhinhos que trabalharam por longos anos da sua vida, recebem hoje.

Um dia você também vai ficar velho...